quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Pra você.


Hoje decidi não me deixar magoar.
Nem pelos encontros desmarcados, nem pelo que está por vir. Aperte o play.







terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O fim de semana da virada!

Todo fim de ano é essa correria: decidir onde passar o reveillon, traçar planos pro ano que vai chegar, escolher a roupa (e o local) da virada, as companhias da gaiofada e arrumar as malas. Expectativa!!!

Já faz um tempo em que procuro sempre passar a virada do ano com meus amigos, fazer desse dia uma bagunça legal e divertida. Minha mãe já se acostumou: não conta comigo no último dia do ano, sou dos amigos e da cachaça (sim, eu bebo horrores! rs)!

Pois é... juntei toda a minha animação, roupa nova, euforia e expectativa do novo ano e fui pra casa de Paulinha em buraquinho. Lá me juntei com as velhas amigas: Ana Pê, Bia e Paulinha. Fiz novos amigos (o que é sempre bom, né?) e curti um fim de semana fantástico!

Sol, praia, piscina, risadas, cerveja gelada, comida boa, gente bacana, amigos e MÚSICA! Muita música! Brunão nos presenteou com várias músicas nas suas versões de arrocha (sim!!!) e cantou Chico Buarque até a barriga doer.... DE RIR!!
Tivemos nossos momentos de reflexão, de piadas internas, de papo-cabeça, de rima, de poemas, de risos, gargalhadas!
Nos despedimos de 2007 com um mergulho no mar, pra levar embora tudo que saturou a gente, trocar as energias, limpar a aura! E parece que eu estava devendo algo a Iemanjá. Assim que entrei no mar, ela levou-me os brincos. Os dois.
Mergulhei e logo que emergi, dei falta de um... ops! dos dois! Curioso? Rs! Pra mim, muito!!! Maaaaaaaaaaas, se for uma troca, ela bem sabe o que quero desse ano! Vou esperar e pagar pra ver.

Na noite da virada, fomos pra Guarajuba curtir Negra Cor e Voa Dois. Depois da sessão arrumação, uma pausa para a fotos, né?Mulher adora tirar fotos depois que já está produzida. Eis o resultado da gente na busca do melhor clic!


Confesso que eu esperava mais da virada, não queria que fosse apenas mais um show. Não teve a euforia da contagem regressiva, das músicas de otimismo, o barulho do estouro da champangne. Mas antes de sair de casa eu já tinha definido que faria daquela noite um momento feliz. E consegui!!! Dancei até suar, ri muito, tirei outras fotos (já nem tão bonitinha assim... rs!)e... não bebi! Esse foi um porém: estava impraticavel pegar a fila da ficha naquele lugar. Mas deixa isso pra lá! Quero esquecer essa parte!!!!

De resto, passamos a segunda ressaqueados, felizes e esperançosos. Sim, porque tenho certeza que cada um de nós quer mudar, resolver ou encontrar algo a cada ano que se inicia, né? Assim chegou 2008 pra mim. Cheio de diversão!!! Que seja um ano de felicidade e realização. De encontros!!!!!

Feliz 2008 pra todo mundo!!!

domingo, 30 de dezembro de 2007

Na contagem!!!


Tá chegando a horaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!


Hora de mudar. De tentar de novo.
Recomeçar.
Fazer ainda melhor.
Criar novos caminhos.
Abrir novas portas. Novas possibilidades.
Sonhar de novo.
Deixar que passou, passar.
Acreditar na novidade.
Festejar.
Seguir em frente.
Bem MAIS feliz!!!!


Vem looooooooooooooooooooooogo 2008!!!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Cuida bem de mim!!

Hoje farei das palavras de Martha Medeiros minhas. Só minhas.
Porque, se eu escrevesse bem, escreveria como ela.
E ela consegue externar meus sentimentos, coisa que quase nunca tenho êxito.



EU, MODO DE USAR:

"Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir.
Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar.
Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza.
Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais.
Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude.
Eu saio em conta, você não gastará muito comigo.
Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).
Seja mais forte que eu e menos altruísta!
Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço.
Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade.
Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.
Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos.
Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste.
Não seja escravo da televisão, nem xiita contra.
Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai.
Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ...
Goste de música e de sexo.
Goste de um esporte não muito banal.
Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ...
Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora.
Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos.
Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas.
Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções.
Me rapte!
Se nada disso funcionar ... experimente me amar!"
(Martha Medeiros)

sábado, 22 de dezembro de 2007

O céu é o limite?


Esses dias tenho visto e ouvido cenas que me mostram o quanto as pessoas não tem LIMITES. Esse meridiano que separa o bom e o ruim, o certo e o errado, a verdade e mentira, enfim... Os dois lados de qualquer situação.

"São só dois lados da mesma viagem. O trem que chega é o mesmo trem da partida..."
(Maria Rita)

Pra mim, sempre tem de haver um meio-termo, sabe? A gente deve buscar sempre encontrar o nosso limite e respeitar o do próximo. Não é fácil, requer respirar fundo, colocar a cabeça no lugar, ficar só, pensar, chorar e... lá estará ela. Uma linhazinha tênue que nos faz nem certos, nem errados, mas justos.

Essa ausência de barreiras nos dá a sensação de onipotência, de estar acima das regras. Taí a grande mentira. Só Deus pode tudo, ainda que seja lugar-comum dizer isso. A gente pode tudo, até certo ponto.

Dizer a verdade é bom, querer que aceitem sua verdade é prepotência.
Ouvir o outro é bom, ser guiado por alguém é submissão.
Dá pra perceber a fragilidade da ponte?

"A ponte não é de concreto, não é de ferro, não é de cimento. A ponte é até onde vai o meu pensamento..."
(Lenine)


Alguém poderia dizer-me que cada um tem o seu limite. E é verdade. Mas falo da essência: não agredir fisicamente (nem moralmente), não gritar, falar a verdade sempre, respeitar o outro e suas escolhas, guardar segredos, se preservar, enfim... Essas ações deveriam servir de base para todos.

Por besteira, as pessoas se ofendem. Por menos ainda, se agridem. Onde isso vai parar?Eu me encaixo nisso tudo. Já passei pro lado ruim algumas vezes... Quando não aceito algum argumento, quando sou impaciente, quando desisto de alguém, quando não quero estar errada.

Avaliando minhas atitudes, nunca me afastei muito dos meus limites. Saio dele sim, mas sempre estou beirando seu acostamento. O que me lembra Renato Russo: "eu erro também". Reconhecer o erro já é o início do caminho de volta. Ignorá-lo é burrice.



Para o bem de todos e felicidade geral da nação, dois conselhos:
Gritar, só de alegria!!!
Tocar o outro, só pra dar carinho!!!


Ah! Vou incluir um terceiro, talvez o mais importante de todos: reveja SEMPRE seus conceitos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Visita Inesperada.



Silêncio total em minha casa agora. Coisa rara nos últimos cinco meses. Talvez nada tenha mudado, além do fato de eu estar à todo vapor em plena madrugada... O silêncio vem do sono. Todos já dormiram. Esse é o momento em que relaxo. Quando não há ninguém perto, quando o único barulho é o som dos meus pensamentos.

Esses pensamentos me levam pro meu fundão. O terreno lá longe onde jogo minhas tristezas, minhas inseguranças, minhas questões. Vou visitar um lugar do qual não gosto muito, confesso. Cheio de poeira, coisas velhas, ruins, quebradas. E nessa viagem forçada, encontro uma parte de mim que quase nunca vem à tona.

Já me acostumei a decantar o que não gosto de levar adiante. Choro, penso e espero toda a parte dolorosa encontrar o fundo de mim pra lá morrer. Quando isso acontece, esqueço aquela dor. É como se eu não tivesse sentido. E isso acontece em relação a tudo, em todos os aspectos de minha vida. Na superfície, não guardo rancor. Mas no fundão...

Não acho que a gente esquece por completo dos espinhos, eles sempre estarão lá quando uma nova situação semelhante a outra dolorida queira aparecer. Os sentimentos guardados no fundão são meus alertas, meu sinais vermelhos. Por isso, creio que eles não sejam de todo ruins. Os antigos já dizem que a gente aprende pela dor e pelo amor, não é?

Pois então... Mas se o fundão tem seu lado bom, por que não gosto de ir lá? Acredito que é porque minhas visitas são demoradas. Toco em cada coisa que vejo. Chego perto, revivo. E isso dói!

Pra mim é mais fácil ser a Polyanna e jogar o contente! Eu prefiro chorar um dia inteiro a passar uma semana me lamentando. As coisas do fundão não podem visitar a superfície sempre. Não! A tristeza tem muito menos que quinze minutos de fama comigo. E não é que eu não sofra. Eu sinto tudo, como todo mundo! Só não vou trocar os minutos de risos pelas horas de choro.

Tenho certeza que vocês preferem a Mari que conhecem do que a Mari que me aparece na madrugada e nas horas de confusão interna! E, tenho de admitir, eu também prefiro ser assim... Não uma metamorfose ambulante, mas ter uma opinião formada sobre mim.

"Passa a nuvem negra, larga o dia... E vê se leva o mal que me arrasou, pra que não faça sofrer mais ninguém."
(Gal Costa - Nuvem Negra)

Sobre borboletas, cores e sabores.

Parece que tem um mês que não venho aqui... E, sinceramente, minha vontade é de escrever todos os dias, uma linha que seja. O meu ultimo post foi numa terça-feira. As coincidências começam e terminam por aí.

Esses dias foram uma correria. Casa cheia, desencontros, perdas, decepções e lágrimas, muitas lágrimas. Sempre tento descobrir as razões das sucessões de coisas num curto espaço de tempo; às vezes consigo encontrar os meus erros, as minhas pisadas de bola; noutras, choro até que as dúvidas se assentem lá no fundão.

Dessa vez, acho que é o cansaço de fim de ano... Cansaço de saber que muito do que se traçou não foi alcançado, mas também tô cansada de tamanha dedicação ao outro; de suar pra ser uma pessoa legal, das minhas cobranças internas, da vida que ainda não é como eu quero. Cansada de ouvir e mais ainda de falar. Cansada!!!

No meio de toda essa bagunça, uma surpresa linda: as borboletas (presentes nessa ilustração que veio de presente pra mim)! Mágicas, coloridas, esvoaçantes, serelepes, faceiras, saltitantes... INTENSAS!!! Só elas conseguem trazer um sorriso (mesmo que de canto de boca), uma certeza de ter com quem contar. Descrevê-las não é bom. Tudo que eu vá dizer ou digitar será pequeno diante do poder que elas tem, mesmo sendo seres tão frágeis. À elas, o meu agradecimento. Por estarem comigo. Sempre, sempre.



Às dores, que voltem pro lugar delas: um minúsculo espaço nesse labirinto que sou eu. Que elas nunca deixem por muito tempo o sabor amargo da decepção em mim. Porque, como diz uma frase que eu adoro, "metade de mim é amor, e a outra metade também".