sexta-feira, 17 de abril de 2009

Eu sou a multidão (???)

Hoje vou pedir a Vânia Abreu pra cantar pra mim:




Faz frio na cidade
Em pleno verão
O sol, sem vontade
Cai na construção
Noite em claridade
Eu e a solidão
Preso em liberdade
E os dias na escuridão



Com a alma deserta
Busco a multidão
Meu quarto me aperta
Tal a imensidão
E a cidade alerta
Nem presta atenção
Me atrai, me flerta
E me deixa na contra-mão



Sou só mais um ser comum
Sou só eu e Deus
Sou eu? Quem sou eu?
Ninguém que só quer ser alguém
Sou todo mundo
No fundo eu sou a multidão
Sou só densidade
Da cidade sem cidadão.





(Vânia Abreu - Eu sou a multidão.)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Hoje eu quero sair só...

Ano novo.
Novas resoluções.
Novas mesmo??? Não.
O que é novo em mim é a minha vontade. Minha vontade de realizar é gigantesca. Não quero mudar da água pro vinho, não é nada abissal.
O que quero é atuar, tomar as rédeas da minha vida. Quero ser infinitiva esse ano. Ser, fazer, estar, sorrir, escolher, viver.


Certo que eu sempre fiz isso; com uma diferença: eu serei a minha motivação. Acho que durante algum tempo minha força motriz foram meus amigos e minha família.
A vontade deles era a minha vontade.
Hoje não, hoje eu escolho se quero ficar em casa ou sair.
Se vou só ou acompanhada.
Cerveja ou coca-cola.
Frio ou quente.

Tenho desejos antigos mas que vão se realizar de forma diferente.
E tenho novas aspirações. Inúmeros anseios.
Talvez o mais surpreendente deles seja sair só. Quero ser minha própria companhia.
Me vejo caminhando pelo shopping, deitada na canga numa manhã de sol, pegando um cineminha no fim da tarde. Eu, eu mesma e Mariana.

E eu sei de onde vem essa vontade... duas das minhas melhores amigas não estarão mais tão perto. Ana Pê e Dani. Minhas amigas, irmãs, vizinhas. My powerpuff gilrs.
Absurdamente próximas. Excessivamente queridas.

Dani vai morar em Goiânia. Vai voltar pra perto da mãe, que também é minha. Por mais que a felicidade dela esteja em Salvador, nada substitui colo, carinho e comida de mãe.
Bem... na verdade, comida é boa fora de casa também, mas nossa mãe cozinha divinamente bem! Rs!
Foi Dani quem me fez enxergar alguns dos meus grandes defeitos: minha dificuldade em partilhar, minha necessidade de espaço. Antes de ela vir morar comigo, eu desconhecia certos vícios, caretices e manias. Ela me fez ver que ainda há muito a melhorar. Embora passemos por momentos difíceis, o amor que temos nos fez superar o sabor amargo que é se decepcionar com quem se ama.
A Dani eu devo sinceras DESCULPAS que, por nunca serem ditas, continuam em dívida. Embora eu tente dizer isso em cada abraço, cada carinho e cara risada que trocamos juntas.
A Dani eu devo também o meu muitíssimo OBRIGADO. Se sou melhor hoje, ela me ajudou muito.
O destino nos separa agora, mas tenho certeza que ela volta pra Bahia, pras farras, pros negos e pros –EIROS, né amiga? (Piada interna!!!)

Ana não vai pra tão longe, mas já não estará a um lance de escadas da minha porta. A gente não vai mais poder chegar dos reggaes, sentar nas poltronas do play e conversar até de manhã. Eu não vou aparecer na casa dela de cara amassada e com as roupas que eu não saio na rua. Não vou interfonar e ficar hooooooras falando e desligar dizendo que a conta vai vir cara! Rs!
Também não vou experimentar uma roupa e descer correndo pra ela ver como ficou...
Mas tenho certeza de que a gente vai continuar se encontrando, se divertindo, se ajudando e, principalmente, se amando tanto. É bem verdade que as quintas em Lula não serão tão freqüentes quanto antes. E mesmo que elas aconteçam, haverá o desfalque de Dani. Não há como negar que o time está incompleto.
Ainda assim é certo que inventaremos maneiras diferentes de estarmos juntas e compartilhar as novidades. Vocês não sabem, mas Ana Pê é o cebolinha de saia!
Os planos dela é que são inacreditavelmente mirabolantes! Ela coloca o cebolinha, a Mônica e a turma toda no bolso!

Essas mudanças significativas me despertaram a vontade de fazer coisas sozinha. Por favor, não entendam como um culto ao isolamento.
Longe de querer me afastar dos amigos, jamais pensei algo assim.
Até porque vou querer contar a eles cada passo meu.
Cada nova descoberta.
Não tenho a pretensão de me isolar. Gosto de de casa cheia, música alta e barulho de conversa. Vou continuar querendo fazer da minha casa o ponto de encontro.


No fundo, só quero conhecer a minha solidão, descobrir, desvendar, saber que gosto tem.
Que mal tem?

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Dever de casa desse mês...





... depois da TPM! Hahahhahahahahahahahahahahah!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A maré está pra peixe!!!


Bem que Zizi Possi diz: "Fique feliz, na boa, e tudo vem!". Desde que voltei de viagem, tenho vivido dias felizes. E, sobretudo, proveitosos. Claro, há a saudade do meu bebê e do meu magrelo. Ainda não sabemos quando terão alta. Afora esse pequeno porém, tenho procurado relevar rusgas e as pedras que aparecem no meu caminho.

Acho que isso tem acontecido principalmente porque voltei pra Salvador decidida. Sim ou Não. Cá ou lá. Agora ou nunca. Sem meios termos. De posse das minhas escolhas, lá fui eu batalhar pra atingir minhas metas.

Fiz um faxinaço no meu quarto. Joguei fora de papel à porta-retrato. Mudei a cama de lugar. Pus fotos novas no meu mural. Separei roupas que já não uso. Sensação de recomeço. Meu bem-estar é diretamente proporcional a arrumação do meu quarto! rs!

Já mais leve, tratei de arranjar um emprego. Revi meu currículo, atualizei e passei a ficar no pé de Dani pra que ela consultasse as vagas pra minha área todo dia. Tadinha dela! rs!

Enquanto o emprego não vinha, organizei a 2ª Edição do Brincadeira de Meninas - O bazar! Contem com a ajuda das minhas powerful Girls: Ana Pê e Dani. Colocamos cartazes no condomínio, convidamos parceiros, amigos, clientes e enfim... armamos nosso circo no play do prédio. Apesar de cansativo, foi legal! Tenho de agradecer às minhas super-friends, claro. O apoio delas é fundamental para o meu sucesso!!!

Ana Pê. Meu braço direito e esquerdo!Dani. A convocadora oficial do meu bazar! rs!


P.S.1: Esse é o rascunho que eu havia começado a escrever em 24/09. Não deu tempo de finalizar... vou contar o porquê:

Nessa mesma semana, fui convidada a fazer uma seleção na Atento. O processo foi tão rápido que já estou contratada desde o dia 02/10. Iuuuuuuuuuuupi! Como é bom voltar a trabalhar!!! Vixe! Ter de volta a sensação de que se pode fazer planos a médio prazo, criar uma lista de compras das minhas necessidades, estar fora de casa, ser útil... ser responsável!!!

Eu acredito muito que a energia que a gente emana é o imã do que a gente atrai. Conseguir um novo (não tão novo assim, é verdade...) emprego só me prova que eu estou certa. Eu já sabia que algo bom chegaria pra mim. Que minha independência financeira me traga ainda mais calmaria e felicidade! Às vezes acho que era só isso que faltava pra completar meu novo look. Assim que eu receber o primeiro salário, volto aqui pra contar! Hahahahahahahahahahahahaahahahahahah!

Por conta do trabalho, vai ficar mais difícil postar como eu gostaria... Quem sabe tendo menos tempo eu procure escrever mais? Vamos pra frente, né?


Beijos renovados! Em todos!


















P.S.2: Acabo de me lembrar... não faltava só o money não, gente! Ainda falta um boyfriend!!! Chega logo, amooooooooooooooooooooooooooooooor! hahahahahahahahahahahahahahahahaha!

domingo, 7 de setembro de 2008

Dia de sol, festa de luz...

Aaaaaaaaaah... Setembro! Esse é o mês em que nós, soteropolitanos, saímos do casulo. Salvador volta a ter dias cheios de sol e cor. A gente volta a incluir a praia nas programações de fim de semana e começa a reparar em como a pele da gente está desbotada. "Meu Deus, tô amarela!!". Começamos a fazer planos pra chegada do verão (embora venha a primavera antes), reparando TAMBÉM, que é hora de entrar na academia pra melhorar a forma. "Meu Deus, tô gorda!!"rs!

É... a gente diz que Salvador não tem inverno, mas quando a chuva chega, a gente muda de rotina. Troca a orla pela videolocadora, as tardes de caranguejo por passeios no shopping; a movimentação da rua pela tranquilidade e aconchego da casa. Claro que não é algo imediato. As mudanças ocorrem gradativamente com o passar dos dias cinzas e chuvosos, assim como os quilinhos a mais se instalam onde não devem. rs! A gente só se dá conta quando esquenta.

Na versão cor fria. Cara pálida!!! rs!

Viver numa cidade litorânea nos transforma em seres do calor. A energia que a gente emana é outra! É como se o sol nos permitisse irradiar calor e felicidade. Uma prova disso é que hoje, domingo, dia de sol, não há um pé de gente aqui em casa, nem nas ruas do condomínio. Meus pais saíram com amigos, Dan e Rafa na praia e Gabriel jogando videogame com os amigos aqui no prédio. Aposto que muita gente resolveu fazer programas ensolarados: praia, churrasco, cerveja com os amigos. Acho isso o máximo! Adoro!


Em dias quentes assim, me imagino saindo pelas ruas no meu carro (em breve, porque ainda não dirijo. rs!), ouvindo música nas alturas, passeando pela orla, vendo as pessoas se divertirem e encontrando amigos pelo caminho. Até consigo ouvir o som da minha risada. Em dias assim, tomar banho gelado é uma delícia e eu passo mais de meia hora no chuveiro cantando! Em dias assim, é bom estar em qualquer lugar. E até eu que não gosto de fazer nada sozinha, me divirto.


Na versão cor quente! O bronze do verão! rs!

Não sei se acontece com todo mundo, mas setembro é o mês em que crio fôlego, em que me dá ânimo pra tocar a vida até o final do ano, que é um outro momento de mais fôlego e renovação. É como se pudesse ter mais energia e pique. Como se, num passe de mágica, eu fosse outra pessoa. As meninas vão até estranhar porque sabem que eu não botei a cara na rua durante todo esse fim de semana e venho aqui no meio do domingo falar de pique, de energia! rs! Mas é sério!!!! E elas sabem qual o real motivo da minha clausura, né?

É isso... As flores estão chegando. Tomara que ela nos traga dias perfumados e doces!!!!


Um beijo caloroso!!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Agosto... mês cheio de gosto!!!


Enfim... em casa. Cheguei em Salvador no domingo, 24/08, mas precisei de uma semana só pra mim. Curtir o meu sono, meu quarto, o aconchego das minhas coisas e do meu mundo. Estava com saudades. Embora muitos dos meus amigos saibam, o motivo da minha viagem nunca foi comentado aqui no blog. Eu, que sempre conversei sobre o fato com todos, tive medo de publicar algo aqui. Penso que postar no blog é eternizar as sensações e tendo-as só em mim é mais fácil administrar...

Pois bem... fui a Curitiba/PR acompanhar João Pedro, meu sobrinho de 9 meses, que iria passar por um transplante de medula óssea. Ele é portador da síndrome de Wiskott-Aldrich e desde que nasceu sabíamos ser necessário o transplante para salvá-lo. Para mim, o problema maior nem era o transplante em si; mas ter um doador 100% compatível é como achar agulha no palheiro: as chances são de uma compatibilidade para cada cem mil casos!!!!


Farra em Curitiba! Em casa e na rua! rs!

Ficamos surpresos ao saber que João já tinha um doador e que o transplante aconteceria em agosto. A priori, ele seria transplantado ao completar um ano. Por um lado, vibramos por ter achado um doador tão rápido (tem pessoas na fila há mais de seis anos); por outro, o coração apertou por saber que ele, tão pequeno, passaria por sessões de quimioterapia, inserção de cateter, etc; além de ter de ficar em Curitiba por seis meses.


Com o coração dividido, começamos a cuidar dos trâmites da viagem. Ficou acertado que iriam minha cunhada, a mãe dela e as duas crianças: Luquinhas e João. Já próximo do dia do embarque, nem me lembro mais o motivo, a avó das crianças não podia ir e eu tive que substituí-la. Juro que não queria ir, mesmo sabendo da minha responsabilidade como madrinha de João. Não há como não pensar no pior. Na minha cabeça só vinha um pensamento: " Meu Deus, se não der certo, como digo à minha mãe?"


Vencendo minhas próprias barreiras, embarquei dia 20/07, deixando minha família e um time de super-amigos torcendo pelo baby (tenho absoluta certeza disso!!!). Ficamos numa pousada próxima ao Hospital de Clínicas da UFPR, mas com a ajuda do serviço social, achamos uma casa toda mobilidada pra alugar, que também ficava perto. Os meninos passaram por uma bateria de exames. Luquinhas estava fazendo a revisão do seu transplante, que foi realizado há quatro anos e João seguia os procedimentos para internação.


Na terça, 29/07, João fazia dez meses e era internado. Assim, eu e Tscilla estabelecemos uma rotina de revezamento: tinha Luquinhas em casa e João no hospital. A primeira semana foi difícil. Era só uma enfermeira ou médico entrar no quarto que João chorava e esticava as mãozinhas pedindo colo. Como as veias dele sempre foram difíceis de serem encontradas, tirar sangue foi um sofrimento. Foi duro ver o meu bebê com uma sonda no nariz e um cateter no peito. Saí chorando do hospital algumas vezes.


Com o passar dos dias, o próprio João foi se acostumando (e se afeiçoando) à equipe médica e aos voluntários. Preciso, inclusive, citar o quão essas pessoas são preocupadas com os pacientes. Tudo no hospital é feito pra minimizar o desconforto de se estar internado. No quarto de João Pedro não faltava nada. Dos brinquedos ao cardápio, que era preparado como fazíamos em casa. Das fraldas ao carrinho de bebê para passear no corredor. E uma caixa de máscaras só pra ele!!! O cuidado é tão grande que eles aferem temperatura e pressão a cada duas horas, como também pesam as fraldas pra avaliar diurese e fezes. Toda manhã colhiam sangue para avaliar as taxas dele.


João passou pela quimioterapia sem grandes complicações. Pouco teve febre, vômito ou diarréia. Estava na maioria dos dias elétrico, brincalhão e sorridente. Às vezes, ele só queria ficar no colo e dormíamos juntos a manhã inteira! rs! Noutras, ele ficava no berço rodeado de brinquedos até cansar! Quando as enfermeiras deixavam Luquinhas entrar então... era festa no quarto!


O dia do transplante foi uma data histórica:08/08/2008. Abertura das Olimpiadas de Pequim. Para os chineses, dia de sorte. Para João, nova data de nascimento. Todos em casa tensos, preocupados, agoniados. E o transplante nada mais é do que uma bolsa de sangue infundida pelo cateter! rs! Sim... pq acho que todo mundo pensava numa intervençao cirúrgica, em algo complicado, né? Nada disso!!! A enfermeira chega no quarto e diz: "- João, sua nova medulinha!!" Instala e espera trasncorrer. Pronto. João é uma criança transplantada. O dia do transplante é considerado o dia zero. Cada novo dia é considerado dia +1, + 2, +3, ...


O diaD. Tia Ruth colocando a nova medula. Tia Alzira e Tia Cris na torcida!!

Partindo do Dia Zero, temos de esperar as taxas dele se normalizarem, uma vez que elas zeram durante o tratamento. O prazo para que o organismo aceite a medula é de, no mínimo, 15 dias. É uma fase de total atenção pois o nível de imunidade é baixíssimo. Tudo é passado no alcool antes de ser entregue a João. Cada pecinha de brinquedo que cai tem de ser lavada no álcool. O quarto é desinfetado duas vezes ao dia para garantir o ambiente limpo.


Os médicos sempre foram otimistas com o quadro de João. As taxas dele sobem a cada dia. Ele, por ser bebê, é o queridinho do andar. Às vezes, passa a tarde no colo das enfermeiras ou bagunçando no corredor. Mas sempre de máscara!!! A porta do quarto dele sempre fica aberta. E sempre que vê alguém passar, ele grita e aponta! Dá tudo pra estar na "rua"!!! rs! Engana-se quem pensa que ele é quietinho ou está molinho, ele não pára quieto um segundo!!


E eu, que fui pra passar uma semana, fiquei um mês. Curitiba é uma cidade linda! Limpa, organizada e... FRIA! Nem vou contar a quantidade de roupas que vestíamos. rs! Sempre que eu falava que era da Bahia, vinha algo do tipo... "- Tá com frio, baiana???". Não... 'magina!!! hahaahahahahahahahah! Eu já estava tão habituada que nem sabia se queria voltar pra casa. Queria mesmo era ficar com João.


Sim... João teve alta do hospital dia 28/08, mas ainda retorna todas as manhãs pra tomar medicação. Continuamos torcendo pra que ele volte logo pra casa!!! Dia 29/08 a equipe do andar fez uma festinha pra comemorar os onze meses dele. Com direito a bolo, chapeuzinho, muitas bolas e guloseimas deliciosas (eu acho, porque não comi. rs!).


A festinha de 11 meses de João, mas quem apagou a vela foi Luquinhas! rs!


Avaliando tudo, sei o quanto foi gratificante ter ido. Nada do que eu conte vai descrever realmente o que senti e o que vi. Quando eu achava que não ia aguentar, vinha um torpedo carinhoso e animador; uma ligação inesperada e calorosa: a certeza de que eu tinha com quem contar. Hoje tenho um outro olhar sobre as pessoas, sobre carinho, desprendimento e amor ao próximo. E espero que eu consiga ser uma pessoa melhor.



Obrigada a todos que torceram, que rezaram e vibraram positivamente.
A ajuda e suporte de vocês, amigos, foi fundamental para mim!!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Podem se preparar...!!!

"Pode ir armando o coreto
E preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando.

Põe meia dúzia de Brahma pra gelar
Muda a roupa de cama
Eu tô voltando.

Leva o chinelo pra sala de jantar
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar
Porque eu tô voltando.

Dá uma geral, faz um bom defumador
Enche a casa de florQue eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor
Vai pegando uma cor
Que eu tô voltando.

Faz um cabelo bonito pra eu notar
Que eu só quero mesmo é despentear
Quero te agarrar
Pode se preparar porque eu tô voltando.

Põe pra tocar na vitrola aquele som
Estréia uma camisola
Eu tô voltandoDá folga pra empregada
Manda a criançada pra casa da avó
Que eu to voltando.

Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar
Quero lá, lá, lá, ia, porque eu to voltando!"




Tô voltando pra minha cidade, minha casa, meu mundo, meus queridos, meus amores e MINHA NADA MOLE VIDA!!!!!

Ebaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!